O blog Meu Primeiro Emprego tomará um novo rumo em sua trajetória. A partir de agora todo o conteúdo do blog será publicado no Portal Busca Jovem. Neste espaço, além dos posts que você já era acostumado a ver por aqui, será possível acessar vagas de emprego e oportunidades gratuitas para capacitação.

Professores poderão navegar pelo Canal do Educador e ter acesso a diversos materiais pedagógicos e sugestões de leitura.

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“Sei lá”, “várias coisas”, “hummm… não sei”. Pode parecer um pouco estranho, mas estas são respostas comuns em entrevistas de emprego. Muitos candidatos não sabem descrever suas habilidades quando questionados em uma seleção.

“Certa vez, um candidato respondeu que era bom em jogar videogame”, conta a psicóloga Déborah Reis, que explica que esse tipo de resposta pode ser muito desfavorável na disputa por uma vaga. Para Déborah, isso não que dizer que a pessoa tenha que desconsiderar talentos como esse na hora de uma entrevista, mas sim, usá-los a seu favor. “Uma pessoa que é boa em videogame, é uma pessoa que pode ser dotada de uma boa capacidade de concentração e persistência.  Qualquer coisa que você faça bem, carrega qualidades que podem ser transpostas para situações profissionais”, conclui a selecionadora.

Portanto, vale a reflexão: você é bom em quê?

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Para ser um jornalista, ao contrário de muitas profissões, não existe a obrigatoriedade do curso superior na área. No entanto, a formação acadêmica ainda é bastante valorizada pelo mercado de trabalho – um grande diferencial na hora de concorrer a uma vaga.

Muitos enxergam o jornalista como simplesmente uma pessoa que transmite notícias. Contudo, as funções atribuídas ao jornalista são as mais diversas, indo desde a tradicional função de repórter, passando pela comunicação empresarial, até atribuições mais recentes, como o uso estratégico de redes sociais.

Diante de tantas opções de atuação, muitos interessados por jornalismo ficam com dúvidas na hora de optar por esta carreira. Por isso, entrevistamos  a jornalista Carolina Sanchez Miranda, de 29 anos, que nos contou um pouco sobre o dia a dia desse profissional e também deu boas dicas para quem pensa em seguir nessa área.

Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, já atuou em veículos como Agência Estado, Gazeta Mercantil, Valor Econômico, além de assessorias de imprensa de grandes empresas e na campanha presidencial de Marina Silva.

Em sua opinião, qual a principal característica que um jornalista deve ter?

Curiosidade é a primeira, certamente. É a partir dela que o jornalista vai investigar os temas de suas reportagens, descobrirá coisas que vão além do óbvio e darão diferencial ao seu trabalho. Essa curiosidade precisa ser grande o suficiente para que não desista no meio do caminho, mas não pode ser tão grande que passe por cima de valores éticos. O jornalista é colocado diariamente diante de questões éticas em relação ao modo como vai obter uma informação e, principalmente, em relação ao modo como vai comunicar essa informação. Uma frase mal colocada intencionalmente ou não, pode prejudicar pessoas e organizações de maneira irreparável. Pode parecer exagero, mas não é.

Por que você escolheu essa profissão?

Acima de tudo porque queria fazer um trabalho que contribuísse para o esclarecimento das pessoas, que fortalecesse a cidadania. Quem sabe até pudesse influenciar positivamente os rumos do País. Hoje sei que não é apenas como jornalista que posso atingir esse objetivo. Cada um, em qualquer pequena atitude, pode influenciar a vida das pessoas e promover transformações positivas, começando pela sua própria vida. Como disse Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

Quais são os maiores desafios profissionais de um jornalista?

Acredito que o maior desafio seja a inserção no mercado de trabalho, a começar pela definição de um campo de atuação. O jornalista não atua apenas como repórter hoje em dia. Boa parte das vagas está na área de comunicação institucional, em assessorias de imprensa e empresas. Não existe caminho errado. O caminho mais adequado é aquele que te encaminha para realização de seu desejo profissional. O mais importante é descobrir qual é esse desejo e persistir.  Quem decidir atuar como repórter deve ter em mente que enfrentará um mercado disputado, com uma remuneração mediana e trabalhando em dias e horários que nem sempre se deseja trabalhar, como finais de semana e feriados. Mas se essa for realmente uma paixão, uma vocação, será um prazer e não apenas um trabalho.

Como está o mercado de trabalho para os jornalistas?

No momento, o mercado está aquecido, assim como a economia brasileira de um modo geral. A ampliação do uso das mídias digitais tem garantido um vasto campo de trabalho para os jornalistas. Nos portais de notícias, além do texto, também são produzidos vídeos. O Twitter e o Facebook se transformam em ferramentas de difusão da informação tanto por parte dos veículos de comunicação como pelas empresas. E é preciso de profissionais de comunicação para produzir conteúdo para todos esses meios. Além disso, as mídias digitais também oferecem uma oportunidade que antes o jornalista não tinha: a de criar o seu próprio veículo de comunicação, sua linha editorial, dizer a que veio, a um custo baixíssimo. Criar um blog, por exemplo, não tem custo algum.

O que você recomenda para os jovens que pretendem optar pelo jornalismo como carreira?

Leiam, leiam e leiam mais um pouco. Principalmente a respeito do tema no qual pretendem se especializar. Quanto mais conhecimento o jornalista tiver, melhor, mais ágil e analítico ele será. É importantíssimo que, além de relatar algo, o jornalista consiga ter um olhar crítico sobre o assunto que está tratando, isso o ajudará a encontrar os entrevistados adequados, a mostrar os dois lados das histórias e a não reproduzindo uma informação de modo que atenda a interesses de um grupo específico. O repórter costuma receber muitas informações diariamente e ele precisa selecionar essas informações, sempre checando se são verdadeiras e também refletindo sobre os interesses que estão por trás dela. Um bom exercício é comparar a cobertura de dois veículos sejam jornais, revistas ou telejornais e observar como a linha editorial de cada um influencia o modo como a notícia é dada.

Apesar de o diploma não ser obrigatório para o exercício da profissão, você acha importante fazer a faculdade de jornalismo?

Sim, acho bastante importante. A faculdade definitivamente não vai transformar a pessoa em um jornalista. Acredito que o jornalista, especialmente o repórter, tem um talento nato que o leva a atuar na profissão. Além disso, trata-se de uma atividade bastante prática, que se aprende fazendo. Mas na faculdade se obtém conhecimentos e relacionamentos importantes. A discussão ética sobre fazer jornalístico, por exemplo, é algo muito valioso que se obtém na faculdade. Além disso, o contato com os professores e com os colegas que futuramente irá encontrar no mercado de trabalho é bastante enriquecedor. Como em outras profissões, é fundamental se escolher uma instituição de ensino com qualidade reconhecida para que o aproveitamento do ambiente universitário seja, de fato, agregador. Ah, e vale lembrar mais uma coisa. A decisão sobre a obrigatoriedade do diploma vive mudando. Quando eu entrei na faculdade, em 1999, por exemplo, o diploma não era obrigatório. Quando eu me formei voltou a ser.

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Tavez essa seja uma das perguntas mais difíceis de responder numa entrevista de emprego. É claro que a maioria das pessoas querem ser reconhecidas pelo seu trabalho e ter uma boa  remuneração, no entanto, nem todos sabem qual é o salário condizente com a função que pretendem desempenhar.

Segundo o psicólogo André Farias,  muitos canditatos deixam de ser selecionados por um escorregão nessa parte da entrevista. “Diversas pessoas que já entrevistei foram desconsideradas para a oportunidade em questão por inflacionarem muito o salário. Pedir um salário muito acima do mercado é um fator crucial para um selecionador desistir do candidato, ainda mais quando se trata de profissionais que não têm muita experiência.”

Como resolver essa questão?

O melhor caminho para não dar uma bola fora nessa parte da entrevista é estar por dentro do que é mais usual no mercado, ou seja, pesquise qual a média de remuneração para a vaga que te interessa. “Os jornais de domingo, por exemplo, divulgam as médias salariais atualizadas. Outra boa opção é conversa com pessoas que atuam na área que interessa. Elas certamente podem dar um panorama sobre como está o mercado em sua área de atuação”, conta André.

“Ficar em cima do muro também não é uma boa escolha”. Respostas evasivas do tipo, ‘a combinar’ e ‘a critério da empresa’ devem ser evitadas, pois colocam o canditado numa posição desfavorável, explica André.

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